Nem sempre o amor acontece em tempos fáceis. Às vezes, ele chega quando a vida está em turbulência, quando as certezas se desmancham, quando o futuro parece longe demais para ser alcançado com segurança.
E é justamente aí que ele se revela.
Não como um conto de fadas, mas como um acordo silencioso:
“Eu estou aqui. Mesmo com medo. Mesmo sem ter todas as respostas. Mesmo sem saber como vai ser amanhã.”
Quando duas pessoas decidem seguir juntas em meio à travessia, elas aprendem sobre paciência, presença e escolha.
Aprendem que cuidar um do outro não é apagar-se, mas sim aprender a equilibrar: estar para si e estar para o outro, com respeito e coragem.
Amar, nesses momentos, não é viver iludido — é ter lucidez e, ainda assim, escolher a ternura.
É reconhecer que cada um carrega suas dores, suas falhas e suas histórias mal resolvidas.
Mas também carrega vontade de recomeçar.
De fazer dar certo.
De encontrar abrigo um no outro.
Quando o caminho é incerto, o que sustenta não é o plano perfeito, mas a intenção sincera.
E quando isso existe dos dois lados, algo bonito se constrói:
um amor que caminha — mesmo quando o mundo pede pressa, medo ou desistência.
