Há momentos em que a vida nos empurra para decisões que não estavam nos planos.
E a sensação é de que estamos apenas reagindo, tentando conter danos, sobrevivendo.
Mas, mesmo no caos, existe um espaço silencioso onde mora a liberdade de escolha.
Não a escolha idealizada — aquela com todas as condições certas.
Mas a escolha possível. Real. Responsável.
A escolha consciente não é movida por impulso, nem por medo.
Ela vem quando paramos por um instante para perguntar, com sinceridade:
“O que, dentro do que é possível agora, me aproxima da pessoa que quero ser?”
Nem sempre a resposta é fácil.
Às vezes, a escolha consciente exige abrir mão de algo.
Outras vezes, exige ficar firme mesmo quando tudo à volta vacila.
Mas ela tem um efeito transformador:
dá dignidade ao caminho.
E faz com que, mesmo em meio às incertezas, possamos nos olhar no espelho e dizer:
“Eu fui honesto comigo.”
E isso, muitas vezes, é o começo da verdadeira paz.
