Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando tudo parece indefinido…

Há momentos em que o que mais pesa não é a dor concreta, mas o não saber.

É a espera que se arrasta.

É a ausência de respostas que nos deixa acordados de madrugada, tentando adivinhar futuros.

A mente corre em círculos, constrói cenários, imagina desfechos — e cansa.

O corpo sente.

A alma se agita.

Nesse espaço entre o que foi e o que ainda não é, tudo parece frágil.

A vontade de decidir, de resolver, de aliviar — esbarra no vazio de não ter certeza de nada.

Mas há algo que, mesmo nos dias mais nublados, permanece:

a possibilidade de respirar fundo, de cuidar do agora,

de se ancorar em pequenos rituais, enquanto o tempo faz o que só ele pode fazer — clarear.

Nem sempre podemos apressar o destino.

Mas podemos ser gentis conosco, até que ele chegue.

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