Você se sentiu bem-vinda(o) ao mundo?
Essa pergunta atravessa mais do que palavras — ela toca a raiz da forma como nos sentimos no corpo, na vida, nas relações.
Muitos de nós carregamos impressões tão antigas que nem lembramos.
Mas o corpo lembra.
O sistema nervoso lembra.
Ele aprendeu, desde os primeiros instantes, se o mundo era um lugar onde era seguro relaxar — ou um lugar onde seria preciso se defender.
Quando somos recebidos com acolhimento, toque gentil, presença amorosa, o corpo aprende a confiar. A crescer. A se abrir para a vida.
Mas quando as primeiras experiências são marcadas por rejeição, estresse ou abandono, o sistema nervoso aprende a sobreviver: contrai, vigia, se prepara para o pior.
É assim que, muitas vezes, crescemos com uma sensação vaga de insegurança, ansiedade sem motivo claro, dificuldade em descansar…
Porque lá atrás, sem saber, o corpo registrou que o mundo era arriscado demais.
Mas é possível reescrever essa história.
Com apoio, com presença, com amor — o corpo pode reaprender.
Pode descobrir que agora há espaço seguro.
Pode, aos poucos, trocar a tensão pela confiança.
E a sobrevivência, por vida.
