Para as Noites Difíceis

A ansiedade, às vezes, não grita. Ela aperta

Aperta o peito, rouba o ar, embaralha o sono.

Chega como um peso invisível que ninguém vê,

mas que quem sente, carrega com todo o corpo.

É como se o tempo corresse rápido demais por dentro

e, ao mesmo tempo, tudo lá fora estivesse lento demais para acompanhar.

O coração dispara sem motivo aparente.

A respiração esquece o caminho.

O pensamento vira um redemoinho.

E o corpo, cansado de lutar com o que não entende, só pede silêncio.

Não é drama.

Não é fraqueza.

É um pedido de socorro sem som.

Por isso, se você anda com o peito apertado,

a mente inquieta e noites difíceis demais,

lembre-se: você não está só.

Respira.

Repousa onde for possível.

Se acolhe com a mesma gentileza que daria a alguém que você ama.

Porque, às vezes, a cura começa quando paramos de lutar contra a dor

e começamos a escutar o que ela está tentando dizer.

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