Há dias em que o corpo pesa.
Mas, às vezes, o que pesa mesmo é a alma.
É um cansaço que não se cura com sono,
que não passa com um banho quente,
nem com uma pausa na rotina.
É um cansaço que vem de dentro.
De tantas vezes engolir o que queria dizer.
De tentar ser forte quando tudo dentro queria desabar.
De sorrir por fora e calar tempestades por dentro.
Nem sempre sabemos nomear esse cansaço.
Mas ele mora nos ombros tensos,
nos olhos que já não brilham tanto,
no suspiro fundo que sai sem a gente perceber.
E tudo o que ele pede é gentileza.
Não pressa.
Não cobrança.
Mas um pouco mais de pausa.
Um pouco mais de colo.
Um pouco mais de escuta — da nossa própria voz interior.
Você não precisa dar conta de tudo hoje.
Nem precisa se exigir quando tudo o que seu corpo e coração pedem é descanso.
Respeitar os próprios limites também é um ato de amor.
E o mundo não vai desmoronar se você desacelerar.
Mas talvez você desmorone, se não aprender a parar.
