Nem toda ferida vem com barulho.
Às vezes, é só um silêncio estranho onde antes havia uma palavra firme.
Uma ausência onde antes havia um “eu prometo”.
Promessas quebradas não doem apenas pelo que foi dito…
mas pelo que foi sonhado em cima do que foi dito.
A dor está menos na quebra — e mais na confiança que, sem perceber, a gente entregou.
E quando isso acontece, é comum se perguntar:
“Eu confiei demais?”
“Eu esperei o que não devia?”
Mas, talvez, a pergunta mais justa seja:
“Por que quem prometeu não cuidou do que disse?”
A responsabilidade da promessa não é de quem acredita.
É de quem fez.
Ainda assim…
que a gente continue capaz de acreditar.
Não por ingenuidade
mas porque o coração que sabe confiar também sabe, quando for preciso, seguir em frente.
Sem mágoas eternas.
Com aprendizados profundos.
E com a leveza de quem não perde a própria verdade, mesmo quando o outro não sustentou a dele.
