Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando os sinais confundem

Às vezes, o que machuca não é a ausência.

É a presença que vem pela metade.

É o silêncio que pesa mais do que qualquer palavra mal dita.

É o gesto que insinua, mas nunca se confirma.

É o sinal trocado — que diz “fica”, mas age como “vai”.

E o coração, sem mapa, tenta adivinhar caminhos.

Insiste. Espera. Justifica.

Até perceber que está tentando se manter onde não há abrigo.

Há silêncios que não são paz.

São muros.

Distâncias disfarçadas de calma.

E quando tudo se torna dúvida, a alma desidrata.

Um coração infeliz aprende a se calar também.

Mas não porque quer.

Porque cansou de perguntar — e não ser escutado.

Porque percebeu que o amor, quando é só um, vira esforço.

E amor não devia doer tanto assim.

Que você aprenda a reconhecer os ruídos no silêncio,

e tenha coragem de escolher um lugar onde a comunicação não precise ser adivinhação.

Onde seu coração não precise se esconder para ser aceito.

Deixe um comentário