Às vezes, o que mais machuca não é o adeus.
É o silêncio que vem antes dele.
A mudança sutil no tom de voz,
as respostas curtas,
fica um espaço entre o que sentimos e o que não conseguimos entender.
as mensagens que já não chegam,
os planos que deixaram de existir.
E o que dói…
é não saber o porquê.
Quando alguém que amamos se afasta sem dizer,
E é nesse espaço que crescem perguntas,
inseguranças,
e aquela sensação de que algo em nós talvez tenha sido demais — ou de menos.
Mas nem sempre o afastamento é culpa,
nem sempre o silêncio é desamor.
Às vezes, as pessoas simplesmente se perdem de si mesmas
e, no caminho, acabam se perdendo da gente também.
A ausência dói,
mas ela também ensina.
Ensina a não implorar por presença,
a não suplicar por migalhas de atenção,
a cuidar da própria luz mesmo quando a de alguém se apaga.
Nem todo afastamento tem explicação.
Mas todo sentimento tem o direito de ser sentido.
E, com o tempo, a vida vai ajeitando as distâncias
reaproximando quem tem de ficar,
e libertando, com delicadeza,
o que já não sabe mais como voltar.
