Para as Noites Difíceis

Quando a noite pesa

Há um momento em que até o mais forte se curva.

Geralmente, é no fim da noite.

Quando o silêncio toma conta da casa

e as luzes baixas convidam os sentimentos a aparecer.

É nessa hora que o cansaço se revela mais do que físico.

É da alma.

Do tempo.

Das tentativas silenciosas de ser tudo para todos.

A saudade fica mais funda.

A dor, mais nítida.

E as perguntas que foram ignoradas durante o dia

sentam ao nosso lado, querendo respostas que a gente não tem.

Não é fraqueza.

É humanidade.

É o corpo pedindo colo,

o coração pedindo trégua,

a alma pedindo descanso.

Se hoje for esse momento para você,

não lute contra ele.

Não se culpe por sentir.

Permita-se amolecer.

Permita-se existir com delicadeza.

Que o fim da noite seja abrigo, não abismo.

Lugar de acolhimento, não de cobrança.

E que você nunca se esqueça:

amanhã, um novo dia vai nascer.

Com ele, virá uma nova luz.

E onde há luz, a esperança sempre se renova.

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