Nem sempre a vida ensinou do jeito mais doce.
Há quem tenha crescido ouvindo que confiar é perigoso.
Que abrir a porta da casa, do coração, da história… pode dar errado.
E às vezes, deu mesmo.
Pode ser que tenha sido a mãe quem disse.
Ou a vida, através de quem traiu, quem expôs, quem feriu.
Pode ter sido um amor. Uma amiga. A própria família.
E quando isso acontece mais de uma vez, a gente começa a acreditar que o problema é confiar.
Que o erro está em permitir, em acolher, em deixar chegar perto.
E surge a crença silenciosa: “ninguém é confiável.”
Mas será mesmo?
Nem toda dor precisa se transformar em regra.
Nem toda decepção precisa se tornar um escudo.
Porque a verdade é que a confiança não nasce fora.
Ela nasce dentro.
Quando você aprende a confiar em si, começa a reconhecer melhor os sinais dos outros.
Começa a se escutar.
Começa a dizer não — não como defesa, mas como escolha madura.
Você não precisa confiar em todo mundo.
Mas também não precisa viver cercado de muros.
Há laços que são possíveis. Relações que são sinceras.
Pessoas que sabem cuidar — e não invadir.
É possível, sim, construir uma nova forma de se relacionar.
Uma onde você se protege sem se fechar.
Onde escolhe com mais calma quem merece estar perto.
E onde aprende que confiança saudável é sempre acompanhada de limite.
A vida talvez tenha lhe ensinado com dureza.
Mas isso não precisa definir quem você será daqui pra frente.
Você pode aprender, com carinho, um novo jeito de acreditar.
Um passo de cada vez.
