Entre o Sentir e o Dizer

A delicadeza de dizer o que pesa

Há quem silencie para não ferir.

Que esconda o incômodo atrás de sorrisos,

que diga “sim” enquanto o coração grita “não”.

Não por falsidade — mas por medo de magoar.

Falar o que se sente nem sempre é simples.

Às vezes, as palavras engasgam,

o desconforto cresce por dentro,

e o receio de decepcionar se torna maior do que o desejo de ser sincero.

Mas quando a verdade é evitada por tempo demais,

ela costuma encontrar outros caminhos para sair

em gestos frios, em afastamentos sutis,

em desabafos ditos a quem nada pode resolver.

A maturidade emocional convida a uma nova postura:

dizer com delicadeza, mas dizer.

Estabelecer limites sem culpas.

Escolher o respeito que não fere,

mas também não se anula.

Porque calar o que incomoda para manter a harmonia com o outro,

muitas vezes, rompe a paz consigo mesmo.

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