Há vínculos que não pedem esforço para existir.
Eles simplesmente se encaixam, se entendem, se fazem bem.
Apoiam com ternura.
Escutam com alma.
E permanecem — mesmo quando você só consegue ser metade.
Nem toda presença faz barulho.
Algumas apenas acolhem.
Estão ali, mesmo em silêncio, lembrando que você não precisa estar sempre forte para ser querido.
Existem pessoas que nos encontram em dias bons,
mas existem também aquelas que nos atravessam em dias difíceis
e permanecem com delicadeza.
Essas, sim, são raras.
Relações que oferecem apoio mútuo não se medem pela frequência das mensagens,
mas pela profundidade do cuidado.
Pelo jeito como fazem a gente se sentir leve ao lado delas.
Como se o mundo, por um instante, ficasse mais respirável.
Cultivar essas conexões é um gesto bonito.
Porque carinho também precisa ser nutrido.
E gratidão, quando expressa com sinceridade, vira ponte.
Diga:
“Obrigado(a) por estar.”
“Você me faz bem.”
Não porque seja obrigação,
mas porque é bonito reconhecer o que aquece
e oferecer de volta, na medida do possível, o mesmo abrigo.
No fim das contas, talvez o que mais fortaleça um vínculo
seja a delicadeza de permanecer
sem exigir explicações,
sem querer consertar o outro,
apenas sendo presença tranquila
num mundo que tantas vezes exige pressa demais.

Ser presença (presente) que acolhe, ainda que ausente fisicamente.
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Obrigada por partilhar essa forma tão delicada de estar. ✨
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