Há dias em que tudo parece um intervalo.
Entre o que éramos… e o que ainda não sabemos ser.
O mundo muda depressa demais
e às vezes o coração não acompanha.
Vivemos em tempos de perguntas sem resposta.
De planos que desmarcam.
De rotas que se desfazem no meio do caminho.
De medos que a gente não sabe nomear,
mas sente na pele, no peito, no silêncio.
E mesmo assim, seguimos.
Com passos vacilantes, mas com alma inteira.
Porque mesmo sem certezas,
a esperança ainda mora nos detalhes.
Na xícara de chá que acalma.
Na mensagem inesperada que acolhe.
No abraço que chega como âncora num mar revolto.
Não é sobre saber o que vem.
É sobre sustentar quem somos,
mesmo quando tudo ao redor parece se mover.
O tempo das incertezas também é tempo de reinvenção.
De olhar pra dentro.
De simplificar.
De aprender a confiar naquilo que ainda não se revelou
mas pulsa, sutilmente, como um sussurro de fé.
