Tem coisa que a gente não consegue explicar com palavras,
mas o corpo sente.
A alma reage.
Algo aperta no peito, pesa nos ombros, inquieta os pensamentos.
Às vezes é só um gesto atravessado,
uma palavra dita com descuido,
um silêncio que machuca mais do que gritos.
E vem aquele incômodo — discreto, mas insistente.
Um alerta que muitos tentam ignorar.
Mas você sente.
E sentir não é fraqueza.
É sabedoria.
Essa voz que sussurra dentro de você não está tentando atrapalhar a paz.
Ela está tentando mostrar onde a paz foi perdida.
Você não está exagerando.
Não está sendo dramático(a).
Não está criando tempestades.
Você está sentindo.
Está reconhecendo o que não cabe mais.
Está aprendendo a se escutar.
E isso é valioso.
Porque ignorar o que se sente, dia após dia,
é uma forma silenciosa de se abandonar.
E silenciar sua verdade para caber nos moldes de alguém
é se esconder de si.
Autopercepção é um presente.
Lucidez é um farol.
E coragem é quando você decide não trair o que sua alma está dizendo só para manter aparências.
Se algo grita dentro de você que isso não está certo,
não abafe.
Não encolha.
Não se convença de que está exagerando.
Essa voz não é sua inimiga.
É sua aliada mais fiel.
É a parte mais desperta de quem você é.
