O mundo parece um pouco cansado de si mesmo.
As fronteiras estão tensas, os corações em silêncio,
e há um peso no ar que a gente sente mesmo sem entender direito de onde vem.
Não é só sobre territórios, armas ou estratégias.
É sobre a falta de escuta.
Sobre o orgulho que fala mais alto do que a compaixão.
Sobre decisões feitas por poucos que afetam milhões.
Israel e Irã.
Ucrânia e Rússia.
Estados Unidos e China.
Rostos diferentes, mas a mesma dança antiga de poder, medo e disputa.
Tantas histórias cruzadas, tantas dores não ditas.
E, no meio disso tudo, vidas — pessoas — que só desejam viver em paz.
Às vezes, parece que a humanidade esqueceu que é uma só.
Que não há cura individual para um planeta em guerra.
Que não se vence no grito o que só se resolve com presença, respeito e consciência.
A esperança, ainda assim, resiste.
No gesto de quem escolhe cuidar.
Na palavra que reconstrói.
Na alma que, mesmo assustada, se recusa a se fechar.
Talvez seja tempo de lembrar:
A paz começa onde termina a pressa de vencer.
E o mundo precisa — com urgência — de quem se lembre disso.
