Tem dores que a gente tenta entender.
Tenta resolver. Tenta curar rápido.
Mas elas seguem ali, silenciosas, mesmo quando fazemos tudo “certo”.
E a verdade é que há feridas que não se fecham com esforço.
Se fecham com tempo.
Tempo de sentir.
Tempo de se refazer.
Tempo de deixar o coração aprender a bater diferente.
Não é fraqueza não conseguir se curar logo.
Não é falta de fé.
É só que algumas emoções têm raízes fundas
e não se arrancam — se dissolvem, devagar.
E, às vezes, a única coisa que você pode fazer numa noite difícil
é se permitir existir dentro da dor.
Sem se cobrar tanto.
Sem se exigir cura imediata.
É confiar que o tempo tem mãos invisíveis
que sabem costurar o que hoje ainda parece em pedaços.
Então, se hoje ainda dói,
respeite o seu ritmo.
Não apresse o coração.
Amanhã pode doer menos.
Depois de amanhã, talvez ainda um pouco menos.
E um dia… nem se sabe quando exatamente,
você vai perceber que já consegue respirar com mais leveza.
E isso também é milagre.
