Autoaceitação é uma daquelas palavras que carregam mundos.
E talvez por isso, a gente só consiga habitá-la aos poucos.
Dentro dela cabem tantas coisas …
Cabe a versão que você já foi
e também a que ainda está se tornando.
Cabe o silêncio que doeu,
o riso que você achava que não merecia,
e o perdão que um dia começou tímido …
mas ficou.
Cabe o modo como você se olha quando erra.
Como se fala quando está triste.
Como se acolhe quando o mundo parece não entender.
Cabe o jeito como você se ama, mesmo sem saber direito como.
O jeito como pertence a si, quando tudo parece escuro lá fora.
O jeito como aceita seus processos,
aos trancos, com tropeços, mas com verdade.
Autoaceitação não é um destino.
É uma casa que se constrói por dentro,
com pedaços de compaixão, pausas suaves
e abraços que vêm da alma.
Se couber um começo hoje,
que ele seja isso:
a escolha de não se abandonar.
Nem agora.
Nem nunca.
