Tem dias em que tudo silencia por dentro.
Não é tristeza, exatamente.
Também não é alegria.
É um meio-termo estranho, como se algo tivesse sido desligado sem aviso.
O nome disso pode ser cansaço.
Ou exaustão emocional.
Ou apenas o reflexo de ter sentido demais por tempo demais, sem pausa.
Você tenta nomear.
Mas não acha palavras.
Tenta reagir, mas nada dentro responde.
E nesse vazio, tão difícil de explicar, nasce um convite silencioso:
Volta pra você.
Sem pressa.
Sem cobranças.
Sem a obrigação de estar bem, produtivo ou animado.
A alma também precisa de descanso.
E o descanso mais profundo é aquele onde a gente se permite simplesmente existir —
sem se forçar a sentir o que ainda não quer florescer.
Às vezes, o autocuidado começa em reconhecer:
“Hoje, eu não sei o que sinto. Mas posso me acolher mesmo assim.”
Porque até os sentimentos precisam de fôlego.
E o melhor lugar pra se recuperar é sempre dentro de si.
