Ressignificar os traumas da infância

Deixar de repetir o que sempre doeu

Nem sempre percebemos quando estamos repetindo uma dor antiga.

Ela vem disfarçada de hábito.

De “é assim mesmo”.

De “sempre foi desse jeito”.

Repetimos padrões.

Repetimos relações que nos ferem do mesmo modo.

Escolhas que nos esvaziam de novo.

Palavras que ouvimos lá atrás — e que agora dizemos a nós mesmos.

A mente segue o conhecido, mesmo quando o conhecido machuca.

Porque o novo assusta.

E a mudança exige consciência.

Mas chega um momento em que algo dentro de nós sussurra:

“Não quero mais isso.”

É nesse instante, silencioso e sagrado, que o ciclo começa a se romper.

Não por mágica.

Mas por decisão.

Você para.

Escuta.

Observa com honestidade.

E entende que não quer mais viver em modo repetição.

Deixar de repetir o que sempre doeu é um processo.

É tropeçar de novo, mas voltar com mais lucidez.

É dizer “não” onde antes você cedia.

É escolher com mais amor próprio, mesmo que isso desagrade quem se beneficiava da sua dor.

Você merece mais do que padrões herdados.

Você merece o que constrói, não o que corrói.

E esse recomeço começa quando você escolhe sair do ciclo

mesmo sem saber exatamente o que vem depois.

2 comentários em “Deixar de repetir o que sempre doeu”

Deixe um comentário