Autocuidado sem Clichê

A voz crítica que mora em você

Nem sempre é o mundo que nos fere.

Às vezes, é a forma como falamos com nós mesmos.

O tom duro.

As exigências impossíveis.

O peso de nunca ser suficiente — mesmo tentando tanto.

A autocrítica excessiva não corrige.

Ela desgasta.

Ela nos afasta da própria companhia, nos desconecta da leveza de existir.

E o mais curioso é que, com os outros, até sabemos ser gentis.

Oferecemos escuta, acolhimento, compreensão.

Mas com a gente… muitas vezes só sobra cobrança.

A cura começa quando a gente troca o julgamento por gentileza.

Quando percebemos que falar com amor também pode nos transformar.

Quando a voz que habita nossos pensamentos aprende a ser abrigo — e não ameaça.

Fala com você do mesmo jeito que falaria com quem ama.

Você também merece essa delicadeza.

2 comentários em “A voz crítica que mora em você”

  1. É comum dizer eu te amo, e não cuidar. Transformarmos a outra pessoa em apenas ouvintes passivos dos nossos desabafos, agressões. Praticando assim, o famoso “sincericidio”. Matando as nossas relações de forma tóxicas: amigos, familiares e até a quem declaramos o mais profundo dos sentimentos humano: eu te amo.

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    1. Você disse tudo… com verdade e coragem.

      Amar não é só declarar — é cuidar do espaço entre as palavras.
      É perceber quando a sinceridade vira descuido, quando a presença vira descarga,
      e quando o outro deixa de ser encontro para se tornar alvo.

      Obrigada por trazer tanta lucidez em forma de reflexão. 💛
      Seguimos aprendendo a amar melhor — com afeto, com consciência, com responsabilidade.

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