Brechas Emocionais

Quando o corpo fala o que a alma silencia

Tem dias em que o corpo dói —

sem batida, sem ferida, sem razão aparente.

A respiração encurta,

o peito aperta,

e nenhum exame encontra o motivo.

Mas, às vezes, o que está em falta não é vitamina.

É descanso da alma.

É colo para emoções que ninguém viu.

É cuidado para dores que foram escondidas por tanto tempo

que aprenderam a se disfarçar de força.

O corpo sente.

Mesmo quando a mente disfarça.

Mesmo quando a boca diz “está tudo bem” — e continua.

Porque o corpo escuta

aquilo que a alma tenta dizer em silêncio.

Por isso, escute com delicadeza.

Antes que o corpo precise gritar o que o coração já sussurrou mil vezes.

Antes que a ausência de cuidado vire ausência de si.

Nem toda dor tem nome.

Nem todo cansaço passa com uma boa noite de sono.

Às vezes, é a alma pedindo um lugar onde possa respirar sem medo.

Cuide do que não se vê.

É ali que moram os fios invisíveis que sustentam quem você é.

E quando você cuida do invisível,

tudo o que é visível começa, pouco a pouco, a se alinhar também.

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