A paz não faz alarde.
Não chama atenção.
Não precisa provar que chegou.
Ela apenas entra —
leve, silenciosa, firme.
E vai desfazendo os nós que a correria apertou.
A paz não é ausência de ruído,
mas a presença de algo que acalma por dentro.
Às vezes, ela vem num olhar que compreende.
Noutras, num espaço onde não é preciso se defender.
Vem num abraço onde você pode soltar o que pesa
e não ser cobrado por continuar forte.
A paz não precisa convencer.
Ela apenas cura.
No ritmo da gentileza.
No tempo da alma.
E a gente aprende — com o tempo —
que a paz de verdade não vem de fora.
Não depende de circunstâncias perfeitas,
nem de promessas alheias.
Ela se constrói no pequeno:
no que você escolhe silenciar,
no que você decide não carregar,
e no que você aprende a deixar ir.
Cultive a paz que não grita.
Porque é essa que permanece quando tudo ao redor se cala.
