Equilíbrio

Quando o corpo pede pausa

Nem sempre o esgotamento vem do excesso.

Às vezes, vem da ausência:

de descanso verdadeiro,

de espaço para sentir,

de tempo para simplesmente ser.

Em um mundo que valoriza o fazer,

é fácil se perder de si tentando dar conta de tudo.

Mas o corpo sente.

E antes de gritar, ele sussurra.

Sussurra no cansaço que não passa,

nos pensamentos que não aquietam,

na vontade de parar — mas não saber como.

Não é fraqueza.

É um lembrete.

De que viver também é respirar.

Também é permitir-se ir mais devagar.

Talvez a força verdadeira esteja

em reconhecer o limite com gentileza.

E em escolher, com coragem,

uma vida que não nos esgote —

mas que nos acolha.

2 comentários em “Quando o corpo pede pausa”

Deixe um comentário