Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

O peso de manter o que não se sustenta mais

Há coisas que exigem demais para continuar.

E não falo só de esforço físico —

falo da alma esgotada de tentar.

Às vezes o maior desgaste não vem do que falta,

mas do que ainda se insiste em manter,

mesmo depois de já ter partido por dentro.

Manter o que já não tem alma, cansa.

Sorrir quando algo machuca, pesa.

Segurar o que fere, enfraquece.

É fácil chamar isso de paciência,

de resiliência, de amor incondicional.

Difícil é admitir que, às vezes,

é só medo de soltar.

Mas o equilíbrio também vive nas despedidas silenciosas.

Na coragem de deixar cair o que se tornou muro.

No alívio que chega depois do fim —

quando a gente percebe que continuar assim

doía mais do que partir.

Soltar pode parecer perda.

Mas continuar se perdendo todos os dias é que não vale a pena.

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