Caminhos da Escuta Interior

Corpos que funcionam, almas que se calam

Vivemos tempos que confundem valor com desempenho.

Tempos que aplaudem quem produz sem pausa,

mas esquecem de escutar quem sente.

Há quem siga cumprindo tudo —

mas por dentro… se esvazia.

Porque a produtividade sem escuta

vai, aos poucos, silenciando o que é mais essencial.

Não é o corpo que primeiro adoece.

É o brilho no olhar que se apaga.

É a alma que para de falar —

porque percebe que ninguém está ouvindo.

E não se trata de fazer menos.

Mas de lembrar por que se faz.

De não abandonar a si mesmo no caminho.

De dar voz ao que pulsa,

ao que respira,

ao que precisa existir além dos resultados.

Nem todo silêncio é paz.

Alguns vêm de exaustão.

De tanto tentar ser útil…

sem nunca ter sido realmente visto.

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