A natureza não fala em voz alta —
ela sussurra.
E só escuta quem silencia por dentro.
Quando o mundo se acelera,
ela convida a desacelerar.
Quando tudo pesa,
ela ensina a leveza do instante presente.
Há algo de profundamente curativo em pisar descalço na terra,
em observar as folhas se despedindo das árvores no outono,
em mergulhar o olhar no céu sem pressa,
em respirar o ar das manhãs como se fosse poesia.
A natureza não exige nada.
Ela acolhe — inteira.
Não julga os passos trêmulos, nem os dias em que o coração se esconde.
Ela apenas oferece presença:
o vento que toca, a sombra que abriga, a flor que desabrocha sem aplausos.
Conectar-se com ela
é uma forma de lembrar quem se é,
sem ruídos, sem máscaras, sem pressa.
É voltar para dentro
pelo caminho mais simples e verdadeiro:
aquele onde o som da vida pulsa em cada detalhe.
Respire devagar.
Deixe o olhar se perder na simplicidade.
Sinta, sem precisar entender.
A natureza não explica —
ela revela.
E, no silêncio entre um pássaro e uma brisa,
ensina a alma a lembrar do caminho de volta.
