Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

Amor não machuca

Pode parecer óbvio, mas nem sempre é fácil de enxergar.

Porque às vezes, o que machuca vem disfarçado de zelo.

De palavras doces que depois cortam.

De gestos que começam como cuidado — e terminam em controle.

Mas o amor, o amor de verdade,

não oprime.

Não levanta a voz para calar.

Não impõe medo, nem culpa, nem vigilância.

O amor respeita.

Acolhe as imperfeições sem usá-las como arma.

Deixa espaço para respirar.

Valoriza a liberdade do outro — sem querer moldá-lo para caber no próprio molde.

Se fere constantemente, não é amor.

Se faz duvidar do próprio valor, não é amor.

Se isola, se esgota, se apaga… não é amor.

Amor é aquilo que, mesmo nos dias difíceis,

continua escolhendo o respeito.

Que conversa sem ferir.

Que fica sem aprisionar.

Que cuida sem sufocar.

Amor não machuca.

E quando dói demais…

é sinal de que talvez o nome não seja amor,

mas dependência, medo, confusão, ou saudade de si.

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