Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando a intenção não é o que parece

Nem toda gentileza é genuína.

Nem todo cuidado é real.

Há quem se aproxime com palavras suaves mas olhares que medem, avaliam, preparam o bote.

São pessoas que se disfarçam de afeto,

mas carregam intenções moldadas em interesse, manipulação ou domínio.

Vêm com elogios prontos, conselhos envolventes, presença calculada.

E aos poucos, vão tentando conduzir seus passos para onde elas desejam.

O(a) sensível confia.

O(a) que acolhe, acredita.

O(a) que ama com verdade, não imagina o jogo por trás da cortesia.

Mas a alma sente.

Algo começa a apertar por dentro.

Pequenos incômodos se acumulam.

E o coração, mesmo sem prova, percebe: “isso não é amor, é persuasão disfarçada.”

Aprender a identificar esse tipo de presença é um ato de amor-próprio.

Não significa fechar o peito

mas abrir os olhos.

É reconhecer que nem todo mundo que sorri é luz.

E que proteger seus limites também é uma forma de ser gentil… com você.

Há conexões que curam.

E há aproximações que confundem — até machucar.

Se algo dentro de você disser “tem algo errado aqui”,

escute.

Às vezes, é o seu coração tentando te salvar antes da dor chegar.

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