Nem toda gentileza é genuína.
Nem todo cuidado é real.
Há quem se aproxime com palavras suaves mas olhares que medem, avaliam, preparam o bote.
São pessoas que se disfarçam de afeto,
mas carregam intenções moldadas em interesse, manipulação ou domínio.
Vêm com elogios prontos, conselhos envolventes, presença calculada.
E aos poucos, vão tentando conduzir seus passos para onde elas desejam.
O(a) sensível confia.
O(a) que acolhe, acredita.
O(a) que ama com verdade, não imagina o jogo por trás da cortesia.
Mas a alma sente.
Algo começa a apertar por dentro.
Pequenos incômodos se acumulam.
E o coração, mesmo sem prova, percebe: “isso não é amor, é persuasão disfarçada.”
Aprender a identificar esse tipo de presença é um ato de amor-próprio.
Não significa fechar o peito
mas abrir os olhos.
É reconhecer que nem todo mundo que sorri é luz.
E que proteger seus limites também é uma forma de ser gentil… com você.
Há conexões que curam.
E há aproximações que confundem — até machucar.
Se algo dentro de você disser “tem algo errado aqui”,
escute.
Às vezes, é o seu coração tentando te salvar antes da dor chegar.
