A voz que te culpa não é você — é a dor tentando gritar sozinha.
A dor tem um jeito cruel de falar.
Ela sussurra que você não serve.
Que ninguém vai entender.
Que você é um fardo. Um erro. Um fracasso.
Mas isso é mentira.
Você não é o que a dor diz.
Você é a pessoa que sobrevive — mesmo ouvindo tudo isso.
A dor mente porque ela quer ser ouvida.
Ela quer espaço.
Quer descanso.
Quer cuidado.
Mas ela não define quem você é.
Você é a pessoa que acordou hoje, mesmo cansado(a).
Que segue, mesmo em silêncio.
Que ainda tenta — ainda que só por dentro.
Fracasso não é sentir demais.
Não é precisar de ajuda.
Não é estar vulnerável, exausto(a) ou confuso(a).
Fracasso seria abandonar a si mesmo(a).
E você, mesmo sem saber, não fez isso.
Você está aqui.
Com tudo o que sente, tudo o que pensa, tudo o que carrega.
E isso…
isso é sobrevivência.
Você não falhou.
Você está vivo(a).
E isso é maior do que qualquer dor que tenta dizer o contrário.
