Pequenos Sóis — Luzes Que Nascem de Dentro

Você não precisa ser luz — só não apagar por completo já é um começo

Existe uma cobrança silenciosa que recai sobre quem sofre:

que seja forte, que sorria, que encontre logo a saída.

Que volte a ser luz. Que reaja. Que brilhe.

Mas e se você não conseguir?

E se tudo o que você puder fazer for respirar devagar e segurar a própria existência com as mãos trêmulas?

Você não precisa ser luz o tempo todo.

Nem precisa ser fonte de esperança quando tudo escurece por dentro.

Só não apagar por completo… já é um começo.

Ainda estar aqui mesmo despedaçado(a) é uma escolha corajosa.

E não é pouco.

Há dias em que o máximo que se pode fazer é existir.

E isso não é fracasso.

É resistência silenciosa.

É você dizendo, ainda que baixinho: eu continuo.

Quando tudo em volta parece exigir brilho,

ser sombra também é uma forma de permanecer vivo(a).

E acredite: há beleza na sua presença, mesmo quando você não vê.

Há amor por trás de cada tentativa de não desaparecer.

Você não está falhando.

Você está tentando.

E isso já é luz, ainda que fraca.

Ainda que só você saiba.

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