Dentro de cada adulto que hoje se cobra, se cala ou se encolhe,
existe uma criança que só queria ser vista, ouvida, cuidada.
Ela ainda está aí.
Nas reações desproporcionais,
nos medos sem nome,
nas dores que se repetem sem aviso.
Mas ela também está nas suas tentativas de recomeçar.
Na sua vontade de não repetir o que viveu.
No seu esforço em oferecer aos outros — e a si — o que um dia faltou.
Curar a criança interior não é apagá-la.
É escutá-la.
É sentar com ela em silêncio e dizer: “eu sei, doeu. Mas agora você tem a mim.”
É dar espaço para as emoções que foram silenciadas.
É permitir que ela brinque, chore, descanse, sonhe.
É mostrar que não é mais preciso viver em alerta, nem em guerra.
Você pode ser o adulto que acolhe, protege e reconstrói.
Pode transformar o cuidado que não teve no cuidado que hoje oferece.
Pode ser novo caminho para si.
Porque a criança que sobreviveu merece mais do que continuar sobrevivendo.
Ela merece viver — com leveza, com verdade, com amor.
E quando isso acontece…
o adulto que você é finalmente se sente livre para ser inteiro.

Essa jornada de cura da nossa criança interior é árdua mas recompensadora. Até porque, a melhor maneira de encarar a loucura da humanidade sem enlouquecer é aprender a viver e olhar as coisas, e pessoas, ao nosso redor com um olhar de criança. Ingênuo e curioso mas alerta. Um olhar guiado, dessa vez, por um adulto que habita a mesma consciência e que precisa da sensibilidade da criança para dar sentido às coisas. Sejamos mais cura e mais criança!
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Tão lindo o que você trouxe…
Sim, que a criança em nós nunca perca o encanto e que o adulto aprenda a guiar com leveza, sem apagar a poesia.
Essa dança entre consciência e sensibilidade é mesmo a chave da cura.
Gratidão por compartilhar. ✨
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