Às vezes, não foi o que disseram.
Foi o que nunca disseram.
Não foi o que fizeram.
Foi o que nunca fizeram.
Crescer sem afeto suficiente, sem segurança emocional, sem acolhimento real,
faz com que a gente aprenda a amar com medo.
A se doar com cautela.
A não confiar no afeto como algo que permanece.
Quem viveu com ausências aprende a vigiar os gestos,
a analisar as palavras,
a se antecipar à dor
como se o amor fosse algo que precisa ser conquistado todos os dias.
E isso molda tudo:
as relações que você escolhe,
a maneira como você reage,
a intensidade com que você se entrega ou se protege.
Mas reconhecer essa ausência é o primeiro passo para não deixar que ela siga decidindo por você.
Hoje, você pode se dar o que faltou.
Pode aprender a amar sem tanto medo.
Sem se esconder.
Sem se moldar para não ser abandonado.
Você merece relações em que não seja preciso provar o tempo todo que é digno de afeto.
E merece entender que o que faltou naquela infância não define o que pode existir agora.
