Ressignificar os traumas da infância

Quando você entende o que doeu e escolhe não doer mais por isso

Crescer, muitas vezes, é revisitar os lugares onde a dor começou.

Não para reviver tudo…

mas para olhar com olhos de hoje aquilo que feriu quando ainda não sabíamos nos defender.

Os traumas da infância não são culpa nossa.

Mas curá-los passa a ser nossa responsabilidade.

Porque chega um momento em que seguir carregando o peso… também dói.

Às vezes, o trauma vem do que nos fizeram.

Outras vezes, do que não fizeram: o carinho que faltou, o colo negado, o silêncio onde deveria haver cuidado.

E mesmo assim, sobrevivemos.

Às vezes por dentro, feridos — mas inteiros o suficiente para tentar de novo.

Ressignificar não é fingir que não doeu.

É entender que aquilo foi real, mas não precisa seguir sendo regra.

É perceber que hoje você pode se proteger, se acolher, se amar de um jeito que talvez ninguém tenha feito antes.

Você não é mais a criança que não teve escolha.

Hoje você é quem pode oferecer a si o que um dia faltou.

E nesse gesto, começa a cura.

Ressignificar é permitir que a dor tenha um fim

e que, em seu lugar, floresça um novo jeito de existir:

mais leve, mais consciente, mais seu.

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