Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando a alma é luz, mesmo sem saber

Algumas almas caminham pela vida com tanta bondade,

tanto amor ao próximo,

tanta entrega silenciosa

que iluminam tudo ao redor, mesmo sem saber.

São luzes envoltas em véus.

Véus de doutrina, de silêncio, de negação da alma.

Mas a luz não precisa ser reconhecida para existir.

Ela apenas é.

Talvez o próprio fluxo da vida as tenha protegido assim.

Talvez a sabedoria do universo tenha sussurrado:

“Deixa que brilhem sem saber,

para que a vaidade não roube a beleza do servir.”

E elas seguem, sem saber que são luz.

Acreditando que não há alma.

Negando a própria essência espiritual.

Mas vivendo como almas que amam, que curam, que acolhem.

Nem toda missão precisa de consciência.

Algumas precisam apenas de presença.

E a nós, que as vemos com olhos mais abertos,

cabe o silêncio reverente.

Não para corrigir, nem convencer,

mas para honrar.

Porque ser luz sem saber…

é talvez uma das formas mais puras de brilhar.

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