Assim como a chuva prepara a terra para que as flores nasçam, o choro prepara a alma para que ela também floresça.
Tem dias em que o peito aperta sem aviso.
Em que o silêncio pesa,
e até a respiração parece difícil de organizar.
Dias em que a gente sorri por fora, mas por dentro só queria desabar.
Não por drama. Não por fraqueza.
Mas porque segurar tudo o tempo todo cansa — e dói.
Chorar não é perder o controle.
É se permitir sentir.
É lavar a alma das palavras engolidas, das dores silenciosas,
das saudades que apertam e dos “tá tudo bem” que nunca estiveram.
Tem dias em que o choro é oração.
Outros, é desabafo.
Às vezes, é só o corpo dizendo: “Eu não aguento mais calar.”
E tudo bem.
Você não precisa ser forte o tempo inteiro.
Você não precisa fingir que não sente.
Você só precisa ser honesto com o que vibra aí dentro.
Chorar também é cuidado.
É verdade.
É humanidade transbordando.
Então… se hoje for um desses dias,
não lute contra isso.
Sinta. Respire. Permita.
E saiba: até o céu chora antes de florescer.
