Tem dias em que a alma fica nublada. Você sente que tem algo errado, mas não sabe exatamente o quê. Há um incômodo, uma inquietação silenciosa, como se algo dentro de você estivesse tentando falar, mas ainda sem palavras.
É como se as emoções estivessem escondidas atrás de uma cortina fina, visíveis o suficiente para serem sentidas, mas não claras o bastante para serem compreendidas. Nessas horas, é comum sentir-se distante do mundo — e até de si mesmo.
Mas e se esse momento não for um erro?
E se esse vazio aparente for, na verdade, um espaço sendo criado para algo novo nascer?
Talvez você esteja em um ponto de transição interna, onde velhas formas de sentir e pensar estão sendo questionadas. É um chamado para pausar, se ouvir com mais atenção e permitir que a resposta venha, não pela mente, mas pela experiência.
Confusão também é parte do processo. Às vezes, é no silêncio e na incerteza que começamos a nos curar. Se acolha. Permita-se sentir sem julgar. E confie: clareza vem. Sempre vem.
