As dores da alma não têm cor.
Não deixam hematomas visíveis.
Não podem ser vistas em exames — mas podem ser sentidas em cada silêncio profundo, em cada olhar que não brilha mais como antes.
São dores que se escondem atrás de sorrisos educados.
Que caminham com a gente pelas ruas como se fossem parte do corpo.
Dores que ninguém nota… mas que às vezes gritam por dentro.
A dor da alma é sutil.
É o cansaço que não passa com descanso.
É o nó na garganta que nenhuma lágrima desata.
É a saudade do que talvez nunca existiu.
São perdas invisíveis, pressões que não damos conta de nomear,
memórias que ficaram presas em algum lugar do peito.
Às vezes é abandono. Às vezes é solidão no meio da multidão.
Às vezes, é só a falta de um abraço certo no momento exato.
Mas por mais fundo que doa,
a alma também sabe se refazer.
Ela não tem pressa, mas tem força.
E quando encontra escuta, cuidado, gentileza — ela começa a respirar de novo.
Por isso, nunca subestime a dor de ninguém.
Nem a sua, nem a do outro.
O que é pequeno para você, pode ser o peso do mundo para alguém.
E se hoje sua alma dói,
saiba: não é fraqueza sentir.
É humanidade pulsando.
E com tempo, acolhimento e amor, ela aprende a florescer — mesmo depois do inverno.
