Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

As Dores da Alma

As dores da alma não têm cor.

Não deixam hematomas visíveis.

Não podem ser vistas em exames — mas podem ser sentidas em cada silêncio profundo, em cada olhar que não brilha mais como antes.

São dores que se escondem atrás de sorrisos educados.

Que caminham com a gente pelas ruas como se fossem parte do corpo.

Dores que ninguém nota… mas que às vezes gritam por dentro.

A dor da alma é sutil.

É o cansaço que não passa com descanso.

É o nó na garganta que nenhuma lágrima desata.

É a saudade do que talvez nunca existiu.

São perdas invisíveis, pressões que não damos conta de nomear,

memórias que ficaram presas em algum lugar do peito.

Às vezes é abandono. Às vezes é solidão no meio da multidão.

Às vezes, é só a falta de um abraço certo no momento exato.

Mas por mais fundo que doa,

a alma também sabe se refazer.

Ela não tem pressa, mas tem força.

E quando encontra escuta, cuidado, gentileza — ela começa a respirar de novo.

Por isso, nunca subestime a dor de ninguém.

Nem a sua, nem a do outro.

O que é pequeno para você, pode ser o peso do mundo para alguém.

E se hoje sua alma dói,

saiba: não é fraqueza sentir.

É humanidade pulsando.

E com tempo, acolhimento e amor, ela aprende a florescer — mesmo depois do inverno.

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