O orgulho é um paradoxo.
Pode te manter em pé — mas também te impede de abraçar.
Pode te proteger — mas também te afasta.
Pode parecer força — mas, muitas vezes, é só medo travestido de poder.
Ele diz: “Não preciso de ninguém.”
Mas, lá dentro, há uma voz tímida querendo ser vista, compreendida, acolhida.
O orgulho ergue muros invisíveis.
Faz com que a gente finja não sentir falta, não precisar, não se importar.
Nos faz calar pedidos de perdão, evitar recomeços,
negar a mão estendida por puro receio de parecer vulnerável.
Mas a vulnerabilidade não é fraqueza — é maturidade emocional.
É ter coragem de dizer: “Eu errei.”,
“Eu sinto muito.”,
“Eu preciso de você.”
É saber que abrir o coração não te diminui — te humaniza.
Orgulho em excesso é solidão não confessada.
É uma armadura pesada demais para quem só queria leveza.
A verdadeira grandeza está em quem consegue baixar as defesas
e permitir que a vida toque, cure e reconcilie.
E, no fim, o que nos salva não é o orgulho que protege…
Mas a humildade que aproxima.
É ela que reconstrói laços, reescreve histórias,
e devolve a beleza daquilo que poderia ter se perdido.
