Vaidade não é, necessariamente, um excesso.
Às vezes, é só um gesto de amor-próprio.
Uma forma de dizer: “Eu me importo comigo.”
É vaidade passar um batom para enfrentar o dia.
Escolher uma roupa que te abrace por dentro.
Cuidar da pele, do cabelo, do corpo
não por cobrança, mas por carinho.
Mas a linha é tênue…
Entre o cuidado e a cobrança, entre o espelho que acolhe e o que exige.
A vaidade adoece quando vira comparação, competição ou dependência.
Quando deixa de ser expressão e vira disfarce.
Quando você não se reconhece sem um filtro ou não se permite viver sem aplausos.
A beleza mais real não precisa ser explicada.
Ela é serena.
Ela é o reflexo do que você sente quando está em paz com quem se tornou.
Se for pra ser vaidoso,
que seja de um brilho que nasce de dentro.
De uma alma bem tratada, de uma verdade bem vestida.
O resto — o tempo leva, e a leveza agradece.
