Ame sua mãe.
Com presença.
Com paciência.
Com olhos que enxergam além das diferenças.
Ame sua mãe enquanto ela está aqui
porque chega um dia em que o silêncio ocupa o lugar da voz,
e a saudade vira presença constante no peito.
Não espere ela envelhecer para abraçar mais.
Não espere um susto para agradecer.
Não espere faltar… para perceber o quanto ela era parte do que te sustentava em silêncio.
Toda mãe é feita de doações invisíveis.
De noites mal dormidas, de renúncias que ninguém viu,
de gestos simples que seguraram o mundo nos dias em que tudo parecia desabar.
Ela talvez não saiba expressar com palavras.
Talvez nem sempre acerte o tom.
Mas se existe amor — mesmo imperfeito —
há algo ali que merece ser retribuído com ternura.
Ame sua mãe com urgência serena.
Com pequenos gestos.
Com escuta de verdade.
Com gratidão viva.
Porque um dia…
tudo o que restará será uma voz na lembrança,
um cheiro na memória,
um amor que seguirá eterno,
mas num lugar onde os braços já não alcançam.
