Família

É Preciso Amar

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. — Renato Russo

Mas e se amanhã… realmente não houver?

A gente vive como se tivesse tempo.

Tempo para perdoar, para dizer “eu te amo”, para fazer aquela visita,

para escutar com o coração, para abraçar mais demorado.

Mas o tempo é mestre… e também mistério.

Ele ensina — mas não espera.

Renato Russo, com a sensibilidade de quem enxergava o invisível, nos lembrou do essencial:

É preciso amar.

Com pressa, com verdade, com entrega.

Sem orgulho demais, sem silêncio demais, sem ausência demais.

Porque amar é urgente.

É o que realmente faz sentido no fim do dia.

É o que preenche os vazios que nem todas as conquistas do mundo conseguem tocar.

Amar é se colocar no lugar do outro.

É ter coragem de ser afeto em tempos de indiferença.

É ter palavra leve, presença inteira, gesto que cura.

E não, não é amar só quem pensa igual, nem só quem nos facilita o caminho.

É amar nas imperfeições.

Na diferença.

Na tentativa diária de ser melhor — e de tornar o mundo um pouco mais humano.

Se amanhã não vier…

o que ficou do que você disse?

Do que você silenciou?

Do que você amou?

Talvez, amar como se não houvesse amanhã

seja a forma mais bonita de garantir que, se ele não vier,

a vida ainda assim… tenha valido a pena.

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