Do Avesso ao Essencial

A insegurança não é fraqueza. É só a voz do medo vestida de autoproteção

Ela chega devagar, quase sem ser notada.

Questiona o que você veste, como você fala, o que deveria ter dito.

Te faz andar mais devagar.

Te faz duvidar da própria luz — mesmo quando ela está acesa.

A insegurança não grita, mas pesa.

Ela se aloja nas comparações, nas expectativas, nas feridas que ainda doem.

E faz com que você se esqueça de tudo o que já venceu até aqui.

Mas ela não precisa ser inimiga.

Às vezes, só quer ser escutada com compaixão.

Quer que você reconheça de onde vem essa dúvida:

de um passado onde você talvez não foi visto, aceito, ou valorizado como merecia.

A cura começa quando você para de lutar contra ela,

e começa a se abraçar mesmo com ela presente.

Porque coragem não é ausência de insegurança

é avançar mesmo quando ela caminha ao seu lado.

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