Ela também vive no silêncio do que se cala quando deveria se posicionar.
A injustiça fere de muitos jeitos.
Às vezes vem com brutalidade — outras, com indiferença.
Pode doer na pele… ou na alma.
É injustiça quando alguém é ignorado apesar do esforço.
Quando a voz certa é abafada pela mais alta.
Quando a verdade é distorcida para favorecer quem tem mais poder.
Mas há também uma injustiça mais sutil, que passa despercebida:
A de não ser escutado com empatia.
A de ser julgado por ser diferente.
A de não ter espaço para existir com dignidade.
E o mais doloroso é que a injustiça, muitas vezes, não é corrigida.
Ela segue — disfarçada de norma, de regra, de “assim que é”.
Por isso, quem a sente carrega um tipo de dor que não se explica facilmente:
uma mistura de impotência com indignação.
Uma ferida que pede não só justiça, mas também humanidade.
Ainda assim, quem já foi atravessado por uma injustiça
sabe que dentro da dor também mora força.
A força de não reproduzir o que feriu.
A força de não se tornar igual ao que silenciou.
Porque lutar contra a injustiça não é apenas um ato social
é um compromisso ético com a verdade, com o respeito, com o outro.
E mesmo que pareça pouco…
um gesto justo ainda é uma forma de resistência.
E pode ser justamente ele que muda o destino de alguém.
