Família

Quando a dor vem de dentro de casa

Reflexão sobre vínculos, limites e luz interior

Há dores que pesam mais do que outras

não por serem maiores,

mas por virem de perto.

Dores que não chegam do mundo externo,

mas nascem entre paredes conhecidas,

vozes que um dia nos embalaram,

olhares que foram abrigo — e depois silêncio.

Às vezes, é dentro da própria casa

que a ferida se forma.

E é ali que a alma mais se confunde.

Há caminhos que, quando seguimos com verdade,

provocam estranhamento.

Escolher a própria luz

pode incomodar quem se acostumou com sombras.

Crescer pode parecer afronta para quem ficou parado.

Mas seguir o próprio caminho

é um ato de fidelidade à essência.

Não é ingratidão.

Não é egoísmo.

É respeito profundo por si — e pelo outro.

Nem sempre as escolhas mais alinhadas à alma

receberão o aplauso de quem amamos.

E tudo bem.

Amar também é colocar limites.

Cuidar de si também é um gesto de amor.

E quando o peito pesar,

lembre-se:

você não está só.

Existe uma força maior que caminha contigo

você pode chamá-la de Vida, de Amor, de Fonte, de Luz.

Essa presença não exige máscara,

não cobra perfeição,

não te abandona.

— Que você encontre paz no silêncio.

— Que aprenda a amar sem se perder.

— Que sinta coragem para se escolher com respeito e verdade.

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