Você pode ser solo fértil,
mas não é obrigação sua nutrir o que te faz murchar.
Você pode ter paciência, entrega, amor.
Mas também tem limites, discernimento e coragem.
E uma hora, aprende:
não sou um terreno para desamor crescer.
Porque o que machuca não é só o que é dito
é o descuido, o desdém, a ausência de presença.
É o carinho negado, o afeto ignorado, o vínculo tratado com frieza.
Tem gente que não rega, mas exige flor.
Não cuida, mas cobra perfume.
Não se compromete, mas quer permanecer.
E aí você entende:
meu valor não está em quanto eu suporto,
mas em quanto eu me protejo do que me enfraquece.
Não se trata de orgulho.
Se trata de amor-próprio.
De não permitir que o desamor crie raízes onde você já aprendeu a florescer.
Você não é terra para afetos rasos.
É jardim para trocas que respeitam a alma.
E quem não sabe cultivar,
não merece colher.
