As palavras são como sementes.
Elas nascem pequenas, quase invisíveis,
mas carregam dentro de si o poder de construir… ou de ferir.
É fácil esquecer disso no calor de uma conversa,
quando o orgulho fala mais alto,
quando o impulso responde antes da empatia.
Mas a verdade permanece:
toda palavra tem destino.
Da sua boca podem sair bênçãos —
palavras que curam, que acolhem, que inspiram,
que dizem “eu te vejo”, “me importo”, “sinto muito”.
Mas também podem sair maldições.
Palavras que diminuem, que ferem, que afastam.
Palavras ditas com raiva, desprezo ou desdém.
E mesmo que você não veja o estrago…
alguém do outro lado está tentando costurar o que foi rasgado.
É por isso que é preciso cuidar do que se diz.
Não como quem se censura,
mas como quem entende que toda fala constrói um mundo —
para o outro, e também para si.
Se você escolhe falar com gentileza,
a sua verdade continua inteira —
mas a dor que ela poderia causar, não precisa existir.
Que a sua boca nunca seja um lugar de veneno.
Mas um lugar de verdade, firmeza e respeito.
Porque a língua não grita — mas pode queimar.
E o que você diz, um dia, volta.
Em forma de eco, em forma de perda, ou em forma de saudade.
