Palavras criam pontes.
Mas também podem criar abismos.
A forma como nos comunicamos é o fio invisível que costura os afetos.
Cada conversa é um encontro entre dois mundos internos.
E quando não há cuidado nesse encontro, a relação começa a se romper em lugares silenciosos.
Falar com pressa.
Responder com dureza.
Silenciar por orgulho.
Minimizar a dor do outro.
Tudo isso deixa marcas — às vezes pequenas, mas constantes.
E quando a relação adoece, não é de um dia para o outro.
É de vírgula em vírgula, de frase em frase,
até que o afeto se torne irreconhecível.
Mas quando há consciência… algo muda.
As palavras ganham outro peso.
O tom se torna mais leve.
O silêncio passa a ser espaço, não punição.
A escuta vira presença, e não espera pela vez de falar.
E ali, nesse novo jeito de se relacionar,
nasce algo que vai além do entendimento racional:
o vínculo seguro.
Aquela sensação de poder ser o que se é —
sem medo, sem pressa, sem precisar lutar por espaço.
A comunicação não é só ferramenta.
Ela é o próprio elo.
E aprender a cuidar dela é uma das formas mais bonitas de amar.
