Consciência emocional na comunicação

Nem sempre é o que você diz. É como você diz

Você pode dizer “está tudo bem” com ternura,

ou com um tom que escancara o contrário.

Pode pedir desculpas com afeto sincero,

ou com frieza — apenas para encerrar uma conversa que você já não quer ter.

Pode até dizer “eu te amo”…

mas com um olhar que não se entrega, com a alma ausente,

e isso muda tudo.

Nem sempre o que fere é o conteúdo.

Às vezes, o que machuca é o tom.

É o jeito.

É a forma como algo é dito.

A voz tem peso, intenção, textura.

E ela carrega, muitas vezes, mais verdade do que as palavras.

Pode suavizar uma dor.

Pode intensificar uma ferida.

Pode construir pontes.

Ou erguer muros invisíveis que afastam até quem se ama.

Há quem se orgulhe de ser “sincero”.

Mas esquece que sinceridade sem empatia é crueldade disfarçada.

Que falar tudo “na cara” não é virtude quando o outro sai da conversa em pedaços.

A forma também comunica.

E às vezes, diz mais do que o próprio discurso.

Por isso, o tom importa.

Importa no modo como se diz “bom dia”, “desculpa”, “te entendo”.

Importa na pausa, no olhar, no tempo entre as palavras.

Importa porque revela a intenção por trás do que é dito.

E toda intenção deixa uma marca — no outro e em você.

Antes de falar, respire.

Não para medir palavras,

mas para lembrar que do outro lado há alguém que sente.

Porque o tom da sua voz pode ser o abraço que faltava.

Ou o afastamento que o outro jamais esqueceu.

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