A sua verdade pode ser inteira pra você.
E ainda assim, não caber no coração do outro.
Porque a verdade não é absoluta —
ela é feita de vivências, histórias, dores e percepções.
Cada pessoa enxerga a vida a partir das janelas que tem.
Por isso, o que pra um é urgência,
pra outro pode parecer exagero.
O que pra você é limite,
pra alguém pode soar como recusa.
Não existe uma régua exata para medir o que o outro sente.
Existe escuta.
Existe empatia.
Existe a escolha de não transformar o próprio ponto de vista em imposição.
A verdade, quando é madura, sabe dialogar.
Sabe se colocar sem esmagar.
Sabe reconhecer que pode haver mais de uma forma de sentir —
e nenhuma precisa ser anulada pra outra existir.
Respeitar a verdade do outro não diminui a sua.
Apenas amplia o espaço onde duas realidades podem coexistir sem ferir.
E talvez, seja justamente aí que mora o começo da paz.
